16/11/2009

I feel good

Existem momentos na vida em que curiosamente nos sentimos mais evoluídos.
Minha filha acaba de completar 1 ano e sua festa foi perfeita, linda, como meu marido e eu imaginávamos que seria. A mesa cheia de bichos coloridos, ela vestida de fazendeira, numa jardineira jeans, flor na cabeça, coisa mais linda e fresquinha de se ver!
Não era aquela menininha de 1 ano num vestido enorme, estilo mini bolinho de noiva, que a criança mal pode se mexer. Não. Ela estava fantasiada de molequinha sapeca, fazendo suas gracinhas, fazendo jus a sua personalidade, andando pra todos os lados, observando tudo ao seu redor e curtindo cada movimento.
Sim, 1 ano está completo. Acho que desde que ela nasceu que eu pensava nesta data. Fiz mil planos, sonhei diversas vezes com o mágico momento e enfim, ele aconteceu. A emoção é imensa. Antes da festa começar, estava sozinha no salão, um pouco nervosa, sentei, olhei para mesa encantadoramente decorada e chorei. Chorei que nem criança, comecei a relembrar o que acontecia há 1 ano atrás, que coincidentemente naquele mesmo horário eu estava prestes a dar à luz. Uma retrospectiva de sensações que em alguns minutos me emocionou demais. Pronto, enxuguei as lágrimas, me levantei, respirei fundo e recomecei. Ninguém viu.
Pontos altos da comemoração foram a apresentação de fantoches com as lindas cantorias da ex professora de música da escola da Rafa e o suco de melancia natural! Sucesso!
Final da festa, a curtição foi brincar com as bexigas coloridas, very UP...
Missão cumprida!!! Parece que amadureci junto com ela. Ela ficou mais velha e eu, mais experiente, um pouco mais sabida, talvez...
Estamos a desabrochar...
Amei. Parabéns, filha.

14/10/2009

Maternidade turbinada!

Que a maternidade era algo grandioso e extremamente transformador, isso já tinha dado pra sacar. Mas a novidade é que agora, existem estudos científicos que comprovam essa tese, mostrando que dar à luz turbina a mente da mulherada. Sim! Ou seja, mulheres paridas são mais espertas, com a mente mais ágil, assimilam melhor as informações e têm a percepção e a motivação ampliadas para o trabalho. Desse jeito, não tem pra ninguém! Quem vai segurar essas mamães?
Existem os hormônios responsáveis por todas essas mudanças, claro. São eles: a oxitocina, liberada durante a amamentação e também no parto (na hora das contrações); já no final da gestação e também no parto, tem o estrogênio e o cortisol, que dão aquela motivada básica para cuidarmos de nossas crias. Aliás, os hormônios são os principais responsáveis por uma mulher. Capazes de tudo em nossos corpitchos, nos levando muitas vezes ao céu e outras, infelizmente, ao inferno.
Mas no caso da maternidade, os hormônios colaboram e muito conosco, nos deixando lindas, confiantes e agora, ao que tudo indica (cientificamente), mais inteligentes!
Por que será, hein? Seria pelo fato de que uma mulher depois de gerar uma vida, acaba se entretendo com milhares de coisas ao mesmo tempo? Ou seria porque a gente precisa se virar em duzentas e ainda não deixar de ser aquela umazinha de sempre? Sei lá, acho que nosso cérebro deve arcar com tanta informação ao mesmo tempo, que isso só pode ter um resultado positivo, caso contrário, a gente piraria de vez!
E como ainda não existem registros (científicos) de mães que piraram o cabeção por simplesmente terem tido filhos, eis que acredito no resultado desse fenômeno positivo chamado maternidade no cérebro da gente!
Viva!!!

04/10/2009

Não convém

Não convém que a Pitty seja a artista com mais indicações ao VMB. Contudo, sua banda levou trofeuzinhos de melhor baterista e guitarrista. Puts grila! Simplesmente não desce... No duro!
Irrita o fato dela ser o docinho de coco da MTV e agora, deve estar mega se achando a rainha da fodice com essa música nova. É foda!

Não convém os franguinhos do Fresno, coitados, que quase foram esmagados pelo abraço do Ronaldo gordo, ganharem na categoria artistas do ano, POP e outras duas mais.
Entendo que eles sejam os melhores artistas em pior variar suas camisas xadrez, seus cabelinhos uó e suas magrezas de dar dó.

Não convém Marcos Mion ganhando na categoria fãs do twitter. O cara permaneceu 10 anos na MTV – uhuu! E agora, ta indo de encontro ao bispo... Será que ele não tem vergonha na cara, não? Aceitar um salário derivado de dízimo, enquanto milhares de adolescentes (e possíveis formadores de opinião) ficam pagando pau e o seguindo no twitter... Definitivamente isso não é legal...

E também não convém o “Rio de Xanero” como nova sede de los juegos Olimpicos. Não, não me convence.Tenho cá comigo, que isso vai ser um auê só. Não que a ideia de jogos olímpicos, esportes, giga investimentos e blá blá blá não sejam interessantes. Claro que a ideia é incrível. A ideia, né.

Vamos ver como a polícia, o tráfico e o morro do Rio vão receber os gringos para os jogos.
Esperar pra ver. A esperança é a última que morre. Quem sabe o espírito olímpico não baixa por lá, sendo capaz de comover o coraçãozinho de todos aqueles que roubam, atiram e matam. Capaz!

E já estão até dizendo que quem irá acender a tocha olímpica será o Marcelo D2.
Bom, sendo assim, cantar o hino nacional podia ficar por conta da Vanusa, não é legal?

Bom, já estou me programando para tirar férias com a família nessa época...
Seja o que deus quiser.
Mas que não convém, ah, isso não convém mesmo!

23/09/2009

Tira do ar!

Que história é essa de tirarem o comercial novo das Havaianas do ar? Todo esse alarde por causa da velhinha + a palavra sexo?
Mas não venham dizer que aquela senhorinha é simpática, porque não é não!Aliás, juro, desde a primeira vez que assisti o comercial, comentei com meu marido que tinha achado ela beeeem sem gracinha...
Tenho aqui com meus botões, que tiraram o comercial do ar porque faltou um tchananan nessa velhinha... Sei lá, como posso dizer... um sex appeal, carisma, enfim, um plus, sabe?
Tinham que ter contratado uma velhinha tipo aquela do casal que falava: heeeeeein???? E outro respondia: vitrooooooola....
Pow, esse era realmente demais! Aí sim, com esse estilo terceira idade de ser, dá pra falar até de sexo anal, que não fica feio.
E alguém pode me explicar o que o Cauã Reymond estava fazendo lá? Melhor, pra que pagar um cachê de Cauã se ele mal aparece? Se fosse ele ou qualquer outro modeletizinho iniciante na carreira, não faria o mesmo efeito?
O cliente quis causar frisson, mas não foi dessa vez. Ao menos em mim. Por outro lado, o pessoal da Almap deve estar achando super bacana o fato disso ter virado assunto nessa semana. E dizem que o Conar nada teve a ver com isso. Claro que não! A velhinha pode até ser mal encarada, mas não causou nenhum mal a ninguém. E falar de sexo não é pecado nem aqui nem na China. Bom, na China também não sei como é...
E já que estamos a falar de um comercial que foi supostamente “tirado” do ar, por que também não tiram aquele do Thiago Lacerda. O que é aquilo, gente? O cara chega, todo galã, num iate, com uma gostosa e? ...
Que passa? É comercial de que mesmo? Tão querendo vender o iate? É grande, bonito. Nem sei... Mas só porque o cara ainda vai estrelar na novelinha das oito (ou nove, pros mais chatos de plantão), que precisam colocá-lo pra fazer essa bobagem de comercial em pleno horário nobre?Ah, me poupem!

Mulher quase maravilha!

Quase maravilha, porque agora, só falta trabalhar.

A vida ta corrida, acordo às sete da matina com minha filha chorando, amamento.
Ela dorme esse tempo conosco na cama, senão fica pisando na minha cabeça até eu acordar...
Meu marido se safa dessa, pois o cheiro do leitinho quente matinal, ou melhor, maternal, tem certos poderes que até deus duvida...
Milagrosamente consigo me levantar com ela pendurada no meu pescoço, chorando, querendo muita atenção. Dou atenção.
Ela come uma bananinha.

Brincamos um pouco até a hora do almoço. Aí eu já começo a pensar que falta pouco pra ela ficar livre de mim, porque criança também tem tédio. E como! Ela adora ir pra escolinha, brincar com os amiguinhos, às vezes flerta, sem o pai saber, claro. Pelo que já fiquei sabendo das berçaristas, ela também arranca as chupetas dos demais bebês (sei lá porque, uma vez que ela nunca chupou chupeta) dança, engatinha, engatinha, engatinha... Só falta ensaiar os primeiros passos e falar, claro! Porque de resto, esse pedaço de gente dá conta!

Bom, deixo-a na escola e volto para as minhas coisas. Faço traballho com mulheres, num posto de saúde, converso com gestantes, falo de sexualidade, sim, amor, sexo, mulheres à beira de um ataque de nervos, bebês, gravidez, parto normal humanizado, amamentação...Virgi!
Às vezes penso que me tornei uma dotôra! To quase expert em assuntos de maternidade. Precisando, só ligar!

Esse é um projeto das antigas, que infelizmente nunca havia tido a chance de iniciar, mas como tenho duas amigas que trabalham em posto de saúde, sendo uma médica, outra enfermeira, foi possível viabilizar essa conquista agora.

Isso me ocupa de duas a três vezes na semana, segundas, terças, às vezes quarta. Às quintas, estava estudando francês. OUI! Estava, pois agora vou precisar fazer um break. Fazer o quoi?

No mais, agora é a hora de voltar à verdadeira labuta!
Uma decisão óbvia e necessária.
Dar conta, a gente dá, sempre dei. Conta.
Afinal, a mulher maravilha que habita em mim está estraquinada, elevada a oitava potência para mostrar a que veio e vai romper barreiras de todos os tipos. Ah, vai!

Hahahahahahahahahahahahahahaahahahahahahaha

19/09/2009

Um toque de feminismo

Estou na transição de parar de pensar somente em maternidade para dar uma pensada maior em mim. Não que eu seja dessas mães que esquecem de si própria, se vestem mal, viram uma baranga total e tudo mais do pacote show de horror pós maternidade. Não mesmo!

Digo que estou pensando um pouco mais em mim, porque decidi retomar minha vida profissional de vez, coisa que eu havia planejado só pra ano que vem. Me descobri um tipo de mãe diferente daquele imaginado durante a gravidez e muito mais diferente ainda daquela mãe de muito antes pensar em ser mãe. Não achei que eu iria amamentar pelo tanto de tempo que estou amamentando, por exemplo. Já são 10 meses somente de tetê direto da fonte e a coisa ainda está em andamento...

Acredito que isso ajude a criar um vínculo maior com a cria, o que também nos torna um pouco mais dependentes.
Descobri que mãe tem de tudo quanto é jeito. Não julgo nenhuma... Até porque detesto ser julgada. Mas defendo meus pontos de vista, claro!
Aliás, costumo dizer que quando minha filha nasceu, nasceu junto um bicho raivoso dentro de mim que não permite nenhum palpite ou comentário por mais cheio de boa intenção que seja, de ninguém, seja da minha mãe, sogra, irmã, tia, avó, faxineira, vizinha, colega, enfim!
Quebro o pau. Aliás, foi o que mais fiz quando o assunto era Rafaela.

Agora, exceto as pessoas desconhecidas que transitam pelas ruas, por ai, que se sentem sempre no direito de vir comentar qualquer coisa que seja, desde meu sling que parece estar apertando as perninhas da minha filha, quando ela ao mesmo tempo sorri aos montes, ou porque está muito sol, ou porque está chovendo, ventando, não importa. Qualquer coisa. Fora isso, os conhecidos já não me enchem mais o saco. Devo ter conquistado meu pequeno espaço de mãe responsável, que pensa um pouco diferente sim, da maioria, mas é o meu jeito mãezinha alternativa de ser e que me orgulho muito.

Hoje assino embaixo quem venha me chamar de feminista, embora tenha negado esse título até outro dia, mas caiu a ficha de que é isso mesmo que sou. Nada de extremos, claro, mas sou uma feminista, oras pelotas!

Confio na força que toda mulher tem dentro de si e sei que podemos fazer muito pelo mundo, começando pela maneira de fazer os bebês nascerem! Sim, toda criança merece e precisa nascer de forma natural, please! Sem (desne)cesárea agendada, para não desfazer a chapinha ou a progressiva que custou um dinheirão no salão, ou não poder posar de gatinha para as fotos no dia das visitas na maternidade.Sem falar naquelas mulheres que escolhem a data e a hora que acham conveniente para seus bebês virem ao mundo com o mapa astral de seus sonhos...

É, vemos de tudo por ai...

Parir me fez enxergar o mundo de forma diferente, mais segura, mais intensa, ainda mais mulher! Defender meus ideais tornou-se uma missão maravilhosa a ser cumprida.
E creio que devo essa força a cada milímetro dessa sensação de dar à luz, a cada contração cheia de vida no momento mais mágico vivido por mim até hoje.

13/03/2009

Emo

Elas estão se tornando cada vez mais fortes e difíceis de serem controladas.Sensações intensas de uma primeira gestação que se assemelham a festa de natal, réveillon, aniversário, despedidas e primeiro beijo, tudo no mesmo pacote.
Fico olhando pro quartinho da minha filha, que agora, finalmente, está pronto e choro. Penso no primeiro banho que ela vai tomar e choro. Se estou no carro, mesmo irritada com o trânsito, choro outra vez. E não é de raiva não. Tudo alegria. Com isso, concluo que a música para ilustrar a trilha sonora nesse momento da minha vida que aspira tanta afetividade, deveria ser aquela do Cristian e Ralf: “sensível demais... eu sou um alguém que choraaaaa...” E como chora!
Dá até vergonha de confessar, mas é a pura verdade. Não sei se toda mulher fica assim, mas eu estou. Até me incomoda um pouco. Sentir-se tão frágil e vulnerável, como algo que pode quebrar a qualquer momento. Mas por outro lado, forte como um touro e invencível. Fica a certeza de que essas são as lágrimas mais gostosas que eu derramei em toda a vida! São tão espontâneas, sinceras e intensas que nem me importo mais.
E sem esse papo de ligeiramente grávida.Uma ova! Estou inteiramente grávida! Na plenitude da maternidade. Sinto como se carregasse um planeta no ventre. Andando lentamente e sentando com as pernas abertas, para o desespero do papai.
E com tantas emoções, acredito que seja essa, a fase mais marcante da minha vida. Porque diferentemente de chorar de raiva na frente do chefe que manda você embora, ou da topada que acabara de dar com o dedinho do pé na quina da mesa da sala ou mesmo aquele choro que sai sem querer quando alguém nos diz algo comovente e bonito ou músicas que marcaram no fundo da alma e até (por que não?) as famosas e inesquecíveis propagandas de margarinas, convenhamos que essas são emoções que vem do âmago de uma futura mãe!
Que tipo de mãe serei eu? Uma mãe chorona? No maior estilo Donatela Fontini? Cadê o Zé Bob? E a Flora que passe bem longe de mim! Vá de retro...Minha sensibilidade só pode estar sendo testada. Até minha irmã está grávida! Minha família se reuniu recentemente para o chá de bebê da minha filha e pro casório da mana. É Simão... Buemba, buemba mesmo! Segura coração... Nossa, essa foi meio Galvão Bueno. Credo, alguém me ajude a parar com isso! Escapou, juro...
Tudo de uma vez, ao mesmo tempo agora. Serei mãe, logo mais, titia, sem dizer que conheci meu sogro há poucas semanas atrás... Me emocionei também de pensar que meu marido foi criado num lar simples, que de tão simples, desconhecia o que era um assento e uma tampa de privada até certa fase de sua vida...Parece bobagem, mas não é. Me comoveu ver e saber daquilo tudo, repensar sua trajetória de vida e chegar onde chegou.
Será que estou virando EMO? Preciso parir, essa é a verdade.
Mas quem não precisa?
E parir, a essa altura, não significa somente dar a luz a um bebê, mas dar aquele grito de independência, de dor e alegria, um misto de alívio, agonias e ansiedades ali contidas por tantos meses, enfim! Parir novas idéias, uma vida nova. Sim, é isso! Uma vida nova.
Receio que todos precisemos dar uma “paridinha” de vez em quando, mas só para aliviar os anseios da vida; antes que viremos um bando de Emo, com suas roupinhas fofas, cabelinhos alisadinhos, franjinhas caídas no meio do rosto e ares andrógenos...
Vamos parir! Bom, eu estou à caminho de...
Let’s?

Crônica publicada em outubro de 08 - Site http://www.blonicas.zip.net/